🧠 Artigo da Semana
O artigo desta semana (publicado na International Archives of Allergy and Immunology, fator de impacto 3,7) faz uma revisão sobre Esofagite Eosinofílica, em que os autores trazem uma quebra de paradigmas a respeito da fisiopatologia e sugerem um novo olhar sobre a classificação da doença.
📍 Pontos importantes:
1️⃣ EoE é uma doença clínico-endoscópico-histológica. A avaliação histopatológica é essencial, e, além da eosinofilia, tem sido cada vez mais valorizados os achados de espongiose, hiperplasia de zona basal e fibrose subepitelial na lâmina própria. Advoga-se, inclusive, que no “espectro” da EoE, a presença desses achados histológicos poderia ser suficiente para o diagnóstico, mesmo na ausência dos 15 eosinófilos/CGA.
2️⃣ Os autores sugerem que sejam feitas, ao menos, 6 biópsias de esôfago (3 de esôfago distal, 3 de esôfago proximal) para aumentar a acurácia diagnóstica – 5 biópsias esofágicas já têm acurácia de 95% para o diagnóstico.
3️⃣ Embora alterações endoscópicas sejam comuns, uma boa parte dos pacientes terão endoscopia normal – e isto não deve impedir a coleta das biópsias.
4️⃣ A eosinofilia esofágica é considerada o ponto chave no diagnóstico e patogênese da EoE, mas o papel dos eosinófilos tem sido questionado. Mecanismos fisiopatológicos não-relacionados a eosinófilos têm sido descobertos, especialmente resposta tipo Th2 e, mais recentemente, o envolvimento de mastócitos – o que abre espaço para novas possibilidades terapêuticas.
✍🏼 A Esofagite Eosinofílica ainda é uma doença que nos traz muitas interrogações. Os próximos anos provavelmente nos trarão uma nova perspectiva de diagnóstico e tratamento.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.