Artigo da semana 🧠
Hoje trazemos para vocês uma Revisão Narrativa de 2019, publicada por um grupo italiano, sobre Os Desafios no Tratamento da Doença Celíaca Potencial (CDP).
No artigo pontua-se que, embora não haja atrofia vilositária nos achados histológicos da DCP como há na Doença Celíaca franca, há uma mesma base metabolômica entre as duas doenças.
Na DCP parece haver aumento de expressão de I-CAM1, e de infiltrado linfocítico CD25+, além de depósitos esparsos de anticorpos antitransglutaminase 2 na mucosa.
Acredita-se que não haja atrofia vilositária porque os enterócitos teriam uma grande capacidade proliferativa, e chegariam ao topo das vilosidades mais rapidamente. Entretanto, chegariam jovens e imaturos, o que contribuiria para o aparecimento de sintomas disabsortivos.
O grande dilema é: tratar ou não tratar uma criança com Celíaca Potencial? Os autores afirmam que a chave para esta decisão está nos sintomas do paciente.
Se o paciente é sintomático (sejam sintomas intestinais ou extra-intestinais), estaria indicado, possivelmente, a dieta com restrição de glúten.
Caso seja assintomático, a conduta mais aceita seria expectante, com reavaliação clínica sequencial e novos exames.
Ainda não há consenso sobre este tema, mas tem sido foco de um grande número de estudos.
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