🧠 Artigo da Semana 🧠
O artigo desta semana é um estudo famoso dentro das Doenças Inflamatórias Intestinais.
📍O STRIDE II (2021) é a revisão das recomendações lançadas pelo famoso estudo STRIDE I (2013) que trouxe a ideia de “treat-to-target” ao manejo das Doenças Inflamatórias Intestinais.
Embora a melhora sintomática seja o parâmetro mais importante na percepção do paciente, pode não haver correlação com a remissão endoscópica ou histológica e por isso não é suficiente como alvo terapêutico nas DII. Por este motivo definir claramente quais são os alvos e em que momento avaliá-los é essencial para o sucesso no manejo da doença.
O STRIDE II também incluiu, para alegria dos Gastropediatras, orientações para o acompanhamento de crianças.
Os alvos incluem parâmetros clínicos, endoscópicos e biomarcadores, e dividem-se em alvos de curto, médio e longo prazo.
1️⃣ Alvos terapêuticos de curto prazo:
- Resposta clínica: redução de 50% dos sintomas (avaliado pelo relato do paciente)
2️⃣ Alvos terapêuticos de médio prazo (em cerca de 3 meses):
- Remissão clínica: avaliada por Índices
RCU: PUCAI < 10 pontos;
Doença de Crohn: PCDAI <10 pontos. - Biomarcadores: Proteína C Reativa menor que o limite superior da normalidade; Calprotectina fecal <100-150mcg/g.
3️⃣ Alvos terapêuticos de longo prazo (> 3 meses na RCEU e 6-9 meses na DC):
- Restauração do crescimento normal em crianças
- Remissão endoscópica: avaliada por Índices Endoscópicos
RCU: Escore de Mayo = 0
Doença de Crohn: CDEIS <3 e ausência de ulcerações. - Qualidade de vida
Destaca-se que, embora no STRIDE II a remissão histológica e a cura transmural não sejam alvos terapêuticos, estamos caminhando a largos passos para buscarmos também estes objetivos no tratamento da DII.
Importante destacar, ainda, que o sucesso terapêutico depende da decisão compartilhada entre médicos e pacientes.
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