🧠 Artigo da semana
O artigo desta semana, publicado em 2020, é essencial para relembrar alguns conceitos importantes necessários para interpretar o bom e velho HEMOGRAMA nosso de cada dia.
📍 Alguns pontos-chave que os autores colocam:
1️⃣ Hemograma em pacientes assintomáticos, sem suspeita clínica, pode não ser vantajoso. De todos os pacientes, apenas 1% precisaria de investigação, embora 11% dos hemogramas venham alterados.
2️⃣ O exame é feito por automatização, mas a hematoscopia (esfregaço periférico) tem um papel muito importante para a confirmação de diversas doenças.
3️⃣ Regra dos 3: Hematócrito = 3x hemoglobina. Se for diferente, avaliar se há artefatos ou desidratação (aumenta hematócrito).
4️⃣ Regra dos 4 para as células brancas: nos primeiros 4 dias de vida, há predomínio de neutrófilo. Dos 4 dias até cerca de 4 anos, há predomínio de linfócitos.
5️⃣ Eosinofilia é considerada quando há > 6-8% de eosinófilos no sangue periférico. Considerar parasitoses, alergias e dermatite atópica.
6️⃣ As plaquetas são os únicos elementos que não sofrem variação com a idade. São fragmentos celulares, portanto, sem núcleo.
7️⃣ Trombocitose na criança raramente é um problema – a imensa maioria é de caráter reativo (principalmente infecções).
8️⃣ Trombocitopenia deve ser interpretada cautelosamente: muitas vezes não é verdadeira, e sim ocorrer por agregação plaquetária devido anticoagulante insuficiente no frasco de coleta. Neste caso, é importante avaliar o esfregaço periférico.
Ao final, os autores ainda trazem dois casos clínicos para exemplificar os conceitos expostos.
Vale muito a pena a leitura!
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Uma resposta
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