🧠 Artigo da semana 🧠
O artigo de hoje é de um grupo de Israel que estudou HIPERFOSFATASEMIA TRANSITÓRIA BENIGNA DA INFÂNCIA.
É um estudo retrospectivo, de análise de prontuários de 382 crianças e adolescentes entre 2 meses e 14 anos, publicado na European Journal of Pediatrics (FI 3.86), em maio de 2023.
✍🏼 Pontos importantes:
1️⃣ Hiperfosfatasemia é o aumento considerável da fosfatase alcalina sérica em crianças saudáveis, sem evidência clínica e laboratorial de doença hepática ou óssea. Normalmente é achado incidental de exames.
2️⃣ Os autores encontraram níveis de fosfatase alcalina que poderiam assustar os desavisados: uma média de 2557 U/L, com intervalo entre 1002 – 14589 UI/L. (agora pense você atendendo um bebê com 10 MIL de fosfatase alcalina… dá um medo, eu sei hehehe).
3️⃣ A maioria dos participantes (87%) tinha até 24 meses de idade.
4️⃣ Muitos pacientes tinham histórico de febre recente, gastroenterite, otite média aguda ou outra infecção viral. Este dado é apenas OBSERVACIONAL, e não se pode inferir causalidade.
5️⃣ Trata-se de uma condição benigna e auto-limitada, e a recomendação é, após exclusão de etiologia óssea ou hepática, apenas acompanhar clinicamente a criança e repetir a dosagem de fosfatase alcalina em alguns meses.
6️⃣ É papel essencial do Pediatra e do Gastropediatra tranquilizar os pais e evitar investigações desnecessárias.
📍Clique aqui e confira o artigo na íntegra