Artigo da semana 🧠
O artigo desta semana é uma revisão narrativa sobre Esofagite Eosinofílica (EoE), publicada agora em 2023.
Os autores fazem um apanhado geral a respeito da fisiopatologia, da clínica e do diagnóstico de EoE, e finalizam com considerações sobre as modalidades de tratamento. Também há uma sessão específica para discutir as particularidades da doença na faixa etária pediátrica.
📍 Pontos interessantes:
1️⃣ Os principais fatores de risco são: sexo masculino, etnia branca, história de atopia (rinite ou asma).
2️⃣ A incidência tem aumentado vertiginosamente: de 0,01/100.000 habitantes (1995) para 3,1/100.000 habitantes (em 2019) – isso reflete um aumento na investigação de EoE em pacientes com sintomas disfágicos ou dispépticos, que antes eram atribuídos à DRGE.
3️⃣ O diagnóstico exige a realização de endoscopia digestiva alta com coleta de biópsias esofágicas (6 biópsias de diferentes segmentos do esôfago). É importante a padronização dos achados endoscópicos através do Escore Endoscópico (EREFS).
4️⃣ O tratamento pode envolver medidas dietéticas, uso de inibidores de bomba de prótons (IBPs), corticosteróides deglutidos e biológicos.
5️⃣ Os IBPs têm o papel de reduzir a secreção de ácido gástrico (inibição da H-K-ATPase da célula parietal), mas também têm um efeito antiinflamatório direto através da redução da expressão da eotaxina-3 (citocina de resposta Th2).
6️⃣ Corticoides deglutidos (Fluticasona spray ou Budesonida em preparação viscosa) têm a capacidade de modular e suprimir resposta inflamatória (reduzem infiltrado eosinofólico e de células T, reduzem transcrição de IL-13).
7️⃣ Em crianças não há, ainda, guidelines claros a respeito da dose das medicações. Postula-se que, considerando a similaridade de sintomas entre DRGE e EoE, seria mais adequado optar pelos IBPs como primeira escola.
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