🧠 Artigo da semana
📢 O artigo desta semana é um estudo sobre Transtorno do Espectro Autista que vem causando uma certa “emoção” na comunidade científica.
Trata-se de um estudo de caso-controle retirado de uma coorte Finlandesa que registrou os dados de todos os nascimentos entre os anos de 1987 e 2005. As crianças nascidas entre estes anos foram seguidas e aqueles que tiveram diagnóstico de TEA até 2015 foram incluídos (foram 1558 pacientes incluídos).
Nesta coorte Finlandesa também foram registradas e armazenadas amostras de sangue de mais de 950.000 mães enquanto estavam grávidas, o que possibilitou fazer uma avaliação dos níveis de vitamina B12 durante fases precoces da gestação (1º trimestre e início do 2º trimestre) e comparar com a incidência de TEA nos seus filhos anos mais tarde.
🤔 E o que está causando o burburinho é o resultado: o estudo sugere uma ASSOCIAÇÃO SIGNIFICATIVA entre níveis mais altos de vitamina B12 (acima do p81) no soro de mães no início da gestação e o aparecimento de TEA nos seus filhos (OR 1.59, CI 1,06-2,41, p= 0,026).
Ou seja: níveis altos de vitamina B12 no início da gestação podem estar significativamente associados a TEA.
Serão necessários estudos adicionais para corroborar esta hipótese, certamente. Mas num momento em que vivemos a glamourização da suplementação vitamínica em altas doses, este resultado é, no mínimo, um sinal de alerta para a prática médica em geral e nos obriga a refletir na clássica orientação de Hipócrates: “Primum non nocere” – Antes de tudo, não faça o mal.
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